segunda-feira, 9 de maio de 2011

Hoje

Um pouco do meu dia.

Hoje, após vários dias trancado no meu quarto sem comer, sem sair, e pensando nas besteiras que fiz. Fui obrigado a voltar ao mundo real, acordei as 5 como de costume,  e para não pensar em desistir de ir trabalhar deixei as coisas semi-prontas, tomei banho, me arrumei tudo em tempo recorde, as 5:15 já estava pronto. Foi ai que bateu a tristeza e pensei em desistir, mas lembrei que prometi ao meu amor que ia voltar ao trabalho e a faculdade, e não quero que ele se decepcione comigo de novo por nada.
Apesar de tudo que fiz com ele, no dia em que eu estava no limbo ele falou comigo e me fez prometer algumas coisas, senão não falaria comigo nunca mais. Fiquei com muito medo que isso se tornasse verdade, mesmo que ele não fale comigo é bom pensar que algum dia ele possa falar comigo novamente,  e não ficar com receio de que nunca mais fale comigo. Estou tentando tornar o meu amor um pouco platônico, mas não tenho conseguido, pego o meu celular toda hora disco o numero dele e desisto logo em seguida, quando lembro que ele me mandou não ligar para ele, que ele me ligaria.

Essa espera por uma ligação é algo atormentaste, sempre imagino que ele me ligará. As vezes recebo torpedos da operadora e vou que nem um louco ver se alguma ligação perdida dele. Estranho antes achava ruim quando ele me ligava, sempre achava que ele queria me controlar.
Mas voltando ao meu dia, então peguei a chave abri a porta, com os olhos cheios de lágrimas e sai, achei tudo estranho, pois estava a 5 dias trancado em casa. Peguei o meu ônibus, me sentindo muito impaciente tentei ouvir rádio, dormir, olhava o telefone, o sol nascendo tão sem graça, as pessoas dormindo e nada me tirava o meu amor da cabeça.
Cheguei no trabalho muito cedo, então fui ao mercado próximo comprei uma pêra para comer, pois ainda não consigo me alimentar direito. Entrei no meu trabalho ainda não havia ninguém, me deu um aperto, uma vontade de desistir. Ai chegou a Mara, me abraçou e falou que tava com muita saudade, logo chegou a Vania, a Cristina e começaram a conversar comigo, melhorei um pouco o meu humor, mas o aperto no peito não passava. Nos arrumamos, tivemos uma reunião desagradável, e como trabalhamos na rua saímos e no caminho ficaram me atualizando dos fatos. Hoje eu senti muita vontade de revelar a elas que eu era gay. Preciso muito dividir isso com alguém, preciso de alguém pra conversar e elas são bem legais, mas como a Mara e a Cristiana são evangélicas tenho muito receio de ser rejeitado, já a Vânia é muito na dela e tenho receio  por isso.  Meu dia foi assim até eu escrever esse relato. O que me aperta o coração agora é voltar a faculdade a noite, não sei se estou preparado para todas as perguntas.


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