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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A cobrança da vida...


A vida decidiu cobrar dele uma decisão. Ele seria filho ou namorado? Já que ser os dois não era possível, não para ele. Para os outros isso é fácil. Mas para ele que já alimentou o ódio a sua volta e é cercado por pessoas com caráter fraco.
Foram tantas as brigas, ele e o outro já não se entediam mais. Para o outro era impossível aceitar aquela situação. O outro odiava tudo aquilo, a forma como ele lidava com os demais e com tudo aquilo, fazia o outro morrer de ódio.
O respeito já havia acabado, o outro não media mais esforços para lhe fazer mau. E ele se sentindo culpado ficava mal. Mas naquele dia uma força maior se apresentou e ele foi obrigado a pensar em si. Aquela crise de saúde no meio da rua desencadeou a descoberta de uma série de problemas de saúde, além dos que já existiam.
Agora ele precisa conviver com aquele incomodo e com a possibilidade de fazer uma cirurgia a qualquer momento. Foi neste momento que uma pergunta que uma vez lhe foi feita obteve resposta:
“Você já pensou no dia em que você precisar de ajuda e de cuidados, será que o outro estará preparado para te ajudar?”
Através de uma mensagem recebida que dizia apenas o seguinte: Maldito. Ele percebeu que o outro já não se preocupava mais com ele e sim só com o seu ego.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A vingança



Ele humilhou e maltratou o outro por muito tempo, se sentia superior, se sentia bonito. Achava que o outro por amá-lo sempre estaria a seus pés. E foi assim por muito tempo. Até que o outro cansou e encontrou no branco da neve o seu amor.
O outro então se sentiu realizado, enquanto ele se sentiu abandonado. Depois deste abandono ele percebeu que não era o outro que precisava dele e sim ele que precisava do outro. O outro estava feliz e ele triste. Decidiu dar fim a sua vida, foi incapaz. Pois sempre foi um covarde.
E então a vida se encarregou de ajustar as coisas, o que antes sofria pelos maus tratos, era bem tratado e ele que era bem tratado, passou a ser mal tratado.
Certa vez o outro ao saber de seu estado, disse que não se importava, que era melhor que ele morresse.
Mas a vida age de forma estranha, a neve derreteu e o outro não pode manter seu amor. E ele ainda sofria por querer o outro.
É então que o outro tem uma idéia, fazer com que ele sofra tudo aquilo que sofreu, para que aprenda o que é sofrer.
Então o outro aceita ele de volta, mas impõe condições horríveis.
O outro sempre o lembra, o quanto os outros são melhores que ele, como ele foi feliz com o branco da neve, como ele não o satisfaz.
E ele apenas chora calado na noite, na esperança que algum dia o outro desista da vingança e perceba o quanto ele o ama e o quanto ainda podem ser felizes juntos.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

As lágrimas...



[...]
Ele passou a mão em seu rosto e perguntou:
- Por que chora?
E então o outro sem conseguir falar e com vergonha de tudo que havia feito, só fazia chorar e pensar em como terminar com aquela dor.
Sentia-se culpado, afinal ele foi o responsável pelo que aconteceu. Não soube dar valor, não foi carinhoso, não deu apoio nos momentos difíceis, mas cobrava cuidados.
E então ele perguntou mais uma vez, agora com mais rispidez na voz:
- Por que chora?
E o outro falou:
- Eu sou ruim, fui ruim, sempre serei ruim. Você me deixou, pois eu não te dei valor. Você se encontrou em ouros braços que não os meus. Eu agora percebo que te amo e que sempre te amei. Te quero comigo e com mais ninguém. Você é meu e não aceito que me deixes.
E então ele disse:
- Este é o motivo de me perder, ninguém deve ser tratado como objeto. Não sou seu, se não for meu. A posse neste caso deve ser recíproca para que haja uma troca entre dois seres. Te amei cada segundo que ficamos juntos. Mas um amor só não é suficiente para alimentar uma relação. Você não me amou no momento adequado. Agora que me amas? É tarde, outro já se encarregou de fechar a ferida que você abriu. Agora você chora e sente-se arrependido. Te perdôo, mas tenho que viver minha vida. E neste momento minha vida é longe de você.
E então virou de costas e saiu com os olhos cheios de lágrimas, nunca havia sido tão duro com o outro, mas era necessário. O outro precisava sentir a mesma dor que ele ao ser rejeitado, para que pudessem enfim ser felizes.
[...]

Pessoal estou com muita vontade de escrever atualmente. Espero que gostem.
Quem sabe não escrevo um livro. Só preciso melhorar minha Língua Portuguesa, pois sou uma negação.

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