Estou passando por uma fase muito ruim, e é nesse momento que
as pessoas decidem me perturbar.
Hoje em aula passei por uma situação bem esquisita. Tenho um
professor que se diz casado e pai de três filhos. Entretanto ele é GAY, com letra
maiúscula mesmo. Não nega em nada.
Ele solicitou que nos dividíssemos em grupos apresentássemos
uns textos e uns trabalhos práticos sobre artes. E hoje foi o dia da dança. Eu
sou todo igual a um robô e estou de mal com a vida.
Então fazia as atividades propostas com muita má vontade. Só
vou à faculdade mesmo, pois preciso me distrair e para não ficar em casa
chorando e pensando m.
E lá estou eu na tal da atividade de amassar um papel com os
pés, de péssimo humor e uma colega minha estava perto do então professor. E ele
virou-se para ela e disse:
- Olha a cara do Juan amassando o papel, sem vontade
nenhuma. (esta parte eu escutei)
- Ele disse que não está muito legal professor.
- Ele tem namorada? (daqui em diante não ouvi)
- Não sei professor, ele é muito misterioso.
- Quero ver se na hora lá ele fica
com essa cara de mau. Se ele fosse meu namorado eu dava um jeito nele
rapidinho.
O conflito é o seguinte:
Devo ser direto e dar um chega
para lá nele, para não fazer comentários com meu nome?
Devo ignorar o comentário, pois não
ouvi?
Devo fazer uma reclamação formal a direção?
Devo parar de palhaçada, afinal foi só uma brincadeira?
Acho que ele não foi ético. Só que
lá na faculdade nós alunos e professores costumamos nos tornarmos amigos, de
conversar mesmo, de brincar. De trocar telefone. E até de comentar esse tipo de
coisa, Só que eu não suporto ele, então não costumo falar com ele, nem dou
margem para fazer comentários com meu
nome.







