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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Presidenta Dilma lança Viver sem Limite

Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência prevê investimentos federais de R$ 7,6 bilhões até 2014 para ações de educação, saúde, inclusão social e acessibilidade




A presidenta Dilma Rousseff lança nesta quinta-feira (17), em Brasília, o Viver sem Limite - Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Por meio de ações estratégicas em educação, saúde, inclusão social e acessibilidade, o Plano tem como objetivo promover a cidadania e fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na sociedade, promovendo sua autonomia, eliminando barreiras e permitindo o acesso e o usufruto, em bases iguais, aos bens e serviços disponíveis a toda a população. A cerimônia de lançamento será às 11h, no Palácio do Planalto.

O Viver sem Limite tem metas para serem implantadas até 2014 com previsão orçamentária de R$ 7,6 bilhões. As ações previstas serão executadas em conjunto por 15 órgãos do Governo Federal, sob a coordenação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). Dados do Instituto Brasileiro de Estatísticas e Geografia (IBGE) de 2010 apontam que 23,91% da população brasileira possuem algum tipo de deficiência, totalizando aproximadamente 45,6 milhões de pessoas.

Na área de educação, o Plano prevê ações como a disponibilização do transporte escolar acessível, que viabilizará o acesso dos alunos com deficiência às instituições de ensino; a adequação arquitetônica de escolas públicas e instituições federais de ensino superior, dotando-as de condições adequadas de acessibilidade; implantação de novas salas de recursos multifuncionais e a atualização das já existentes; e a oferta de até 150 mil vagas para pessoas com deficiência em cursos federais de formação profissional e tecnológica. Neste eixo, serão investidos, até 2014, R$ 1,8 bilhão.

Na saúde serão investidos R$ 1,4 bilhão para ampliação das ações de prevenção às deficiências, criação de um sistema nacional para o monitoramento e a busca ativa da triagem neonatal, com um maior número de exames no Teste do Pezinho. Haverá ainda expressivo fortalecimento das ações de habilitação e reabilitação, atendimento odontológico, ampliação das redes de produção e acesso a órtese e prótese. Também terá reforço de ações clínicas e terapêuticas, com a elaboração e publicação de protocolos e diretrizes de várias patologias associadas à deficiência.

Para a promoção da inclusão social, serão implantados Centros de Referência, com a finalidade de oferecer apoio para as pessoas com deficiência em situação de risco, como extrema pobreza, abandono e isolamento social, com previsão orçamentária de R$ 72,2 milhões.

O eixo Acessibilidade prevê ações conjuntas entre União, estados e municípios, com investimento previsto de R$ 4,1 bilhões. O Programa Minha Casa, Minha Vida 2, por exemplo, terá 100% das unidades projetadas com possibilidade de adaptação, ou seja, 1 milhão e 200 mil moradias que podem ser habitadas por pessoas com deficiência. Serão criados, também, cinco centros tecnológicos para a formação, em nível técnico, de treinadores e instrutores de cães-guias em todas as regiões do País. Atualmente, só existem dois instrutores qualificados no Brasil. Ações de mobilidade urbana do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e da Copa de 2014 cumprirão os requisitos de acessibilidade.

Além da SDH/PR, integram o Viver Sem Limite a Casa Civil, Secretaria-Geral da Presidência da República, Ministérios da Educação, Saúde, Trabalho e Emprego,  Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Esporte, Ciência, Tecnologia e Inovação, Cidades,  Fazenda, Planejamento, Comunicações, Previdência Social e Cultura.



"É muito bom ver que o governo está ajudando a quem realmente precisa"

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Quando um problema social aumenta outro.

Pessoal, 
Sei que tenho leitores do mundo todo então não sei qual é a realidade da cidade de cada um de vocês, mas assim como a minha deve ter problemas. Na realidade não vou falar sobre a cidade em que moro e sim sobre a cidade em que trabalho - a cidade do Rio de Janeiro - pois é, os problemas aqui são muitos mais vou falar de dois um fácil de resolver e outro nem tanto mas com um pouco de boa vontade a gente consegue.






Trânsito/transporte.


No centro da cidade do Rio, existe um terminal ferroviário chamado Central do Brasil (já foi até tema de filme), além de trens lá tem de tudo e as ruas ao seu redor são lotadas de pontos de ônibus, e aquilo torna-se um caos é carro, é ônibus e gente para todo lado, quem precisa pegar algum ônibus na rua Bento Ribeiro precisa se jogar na frente de outros carros e ônibus para conseguir tomar a sua condução. 






Acessibilidade
Nesta mesma rua via um absurdo incrível em um dia uma jovem cadeirante precisava subir a calçada para continuar seu trajeto, mas não conseguiu ter acesso a rampa, motivo: um ônibus faz seu ponto final exatamente onde fica a rampa, isso não foi tudo que a jovem precisou passar, após pedir que transeuntes a colocassem na calçada se dirigiu a um ponto de ônibus onde havia um fiscal e explicou que precisava tomar o ônibus. Pasmem, o fiscal a disse que aquele não era o melhor ponto para pegar o ônibus, pois enchia muito e que os ônibus daquele horário não eram adaptados para aquele tipo de passageiro. E ela sem ter o que fazer deu meia volta em sua cadeira mecânica e se dirigiu acredito eu a outro ponto.






Pessoal assim como nós lutamos contra a homofobia que nos atinge, vamos apoiar nossos amigos que são pessoas com necessidades especiais.


História de romance com gay cadeirante.

domingo, 19 de junho de 2011

Incluir é preciso, mas é preciso estar preparado para isso.



Este ano o nosso maravilhoso ministro da educação Fernando Haddad e seu ministério, sim o mesmo do ENEM no governo Lula. Mostrou mais uma vez a sua incompetência ao anunciar o fechamento de duas instituições importantíssimas, o INES -  Instituto Nacional de Educação de Surdos e o Instituto Benjamin Constant, escolas voltadas a educação de surdos e cegos. Tudo isso com o pretexto de que a criança com necessidades especiais precisam estar incluídas na escola regular. OK! Concordo e sou extramente a favor com a inclusão de todos.

INES



IBC


Mas o que me preocupa é o seguinte: A escola regular está preparado para receber todos os alunos?
A resposta está na nossa cara e é não. A escola brasileira é despreparada para o básico, quem dirá para receber um aluno cego. Será que as pessoas sabem como é difícil conseguir uma impressora de braille no nosso país.
Aqui estou relatando só a situação do surdo e do cego, imagine a situação das crianças que tem algum tipo de transtorno mental, ou ainda algum tipo de paralisia, os professores não estão preparados para receber em sala de aula alunos regulares, mais alunos surdos, alunos cegos e ainda alunos com paralisias ou transtornos mentais. Está semana fiquei sabendo o caso de uma professora que na aula de educação física, ao receber dois alunos cadeirantes, não soube o que fazer com eles, pois os outros é muito fácil, meninas jogam handebol e meninos futebol (isso me lembra outro assunto que é a criação de perfis), mas e eles o que fazer. A atitude dela foi horrível, pediu aos alunos que fizessem um relatório do que os outros faziam. Imagine você preso a uma cadeira louco para jogar com as outras crianças e sendo obrigado a anotar a alegria dos outros.
Quero a inclusão sim, mas antes de fechar o que está dando certo, deixa os projetos darem certo, e ai sim se for o caso acabem com o que já deu certo. Abaixo segue o link para uma notícia de uma lei que obriga as escolas se adaptarem, mas não diz como será feito, pois a escola não se adaptou ainda nem a troca de nome de série para ano, quem dirá estas grandes adaptações.

Libras e Braile poderão entrar na grade curricular em escolas

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Acessibilidade - Um direito e não um favor.


Como já disse aqui uma vez, eu já fui paralitico, por pouco tempo mais fui. E tenho pensado muito no termo acessibilidade. Dia desses fui ao cinema com o meu namorado, um cinema confortável, na zona sul do Rio. Até ele dizer que ia ao banheiro, foi ai que vi um absurdo, pra chegar ao banheiro era necessário subir alguns degraus de escada. Como assim, e se eu estivesse em uma cadeira de rodas, como chegaria lá. Será que ninguém pensou nisso.

Deparo-me constantemente com os ônibus, que dizem que se adaptaram, e dia desses vi um motorista fingir que não viu um cadeirante, mas a frente ele disse que era a última viagem para um colega de trabalho, ou seja, tava com pressa e como sabia que iria demorar um pouco não parou.
Se for ficar relatando tudo o que vejo, é a falta de um interprete em LIBRAS para lidar com um surdo; a falta de piso tátil para o cego em rodoviárias e lojas; a falta de rampas de acesso ou a má conservação das que existem. Poxa todos temos direito ao acesso, porque os outros não percebem isso.
E as empresas que são obrigadas a ter PNE em seu quadro de funcionários e simplesmente fingem que isso não é obrigatório e quando fazem enxergam como um favor. Se alguém ler este texto, por favor, divulguem, vamos fazer uma corrente pela justiça. Tem vários dias que quero escrever sobre este tema. Enfim consegui.
LEMBRE-SE UM DIA VOCÊ PODE PRECISAR.

Faça alguns experimentos, ande como os olhos tapados por um dia, fique em uma cadeira por um dia ou tape seus ouvidos por um dia. Você não vai saber o que é viver assim uma vida inteira.

Quero indicar três filmes que assisti, que falam desses assuntos, dois deles são bem próximos a realidade e as dificuldades ser uma “pessoa com necessidade especial”. 

Filhos do Silêncio 
(Children of a Lesser God, 1986)
Diretor: Randa Haines


Ensaio sobre a Cegueira
(Blindness)
Diretor Fernando Meirelles 



O Jardim Secreto
(The Secret Garden)
Direção: Agnieszka Holland




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